Marketplace B2B movimenta R$ 50 mi e mira 2026

Com investimento inicial de R$ 15 mil, a Primebid aposta na digitalização do procurement para ampliar o volume de serviços intermediados em 2026

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São Paulo, janeiro de 2026 – Com processos de compras corporativas ainda marcados por operações manuais e baixa transparência, a digitalização do procurement B2B avança no Brasil impulsionada por marketplaces especializados. Esse movimento ocorre em um mercado de e-commerce que deve alcançar R$ 234 bilhões em 2025, segundo a ABComm, e abre espaço para plataformas como a Primebid, startup brasileira criada em 2019 que entra em 2026 com faturamento de R$ 6 milhões, após um investimento inicial de R$ 15 mil e sem captação de capital externo.

Ao longo de seis anos de operação, a plataforma já transacionou mais de R$ 50 milhões em serviços entre compradores e fornecedores homologados, ao estruturar um modelo que reduz a dependência de indicações informais e de buscas fragmentadas, ainda comuns no B2B de pequeno e médio porte. A projeção é dobrar esse volume em 2026, acompanhando a expansão de soluções digitais voltadas à profissionalização das compras corporativas, com processos mais organizados, comparáveis e transparentes.

Para além dos números, esse avanço reflete uma mudança mais profunda na forma como empresas compram serviços. Segundo Lucas Diegues, CEO e fundador da Primebid, o crescimento dessas plataformas aponta para uma transformação estrutural no mercado. “Os processos tradicionais de compras B2B foram desenhados para um ambiente analógico, com pouca informação e alta dependência de intermediários. A digitalização estabelece um novo padrão, baseado em autonomia, transparência e compliance, que tende a se tornar dominante”, afirma.

Essa leitura se conecta diretamente à evolução do comércio eletrônico no país, que tem avançado de forma consistente nos últimos anos, com crescimento mais acelerado no segmento B2B, especialmente em setores industriais. Desde 2020, a pandemia acelerou essa migração: 68% das empresas B2B já operam de forma mais digital, segundo a Opinion Box, enquanto cerca de 70 mil novos negócios ingressaram no comércio eletrônico, de acordo com levantamento da Visa Consulting & Analytics.

Nesse contexto, marketplaces de serviços passam a ocupar um papel estratégico ao estruturar processos de compra mais ágeis, rastreáveis e comparáveis, respondendo a uma demanda crescente por controle, padronização e governança em ambientes corporativos cada vez mais regulados. A Primebid organiza sua operação a partir da homologação de fornecedores, com exigência de regularidade fiscal, critérios de compliance e avaliações de desempenho feitas pelos próprios usuários.
Para Diegues, esse modelo atende à pressão por decisões mais rápidas e fundamentadas no ambiente B2B. “O comprador corporativo precisa comparar informações de forma objetiva para reduzir risco, custo e tempo de decisão. Quando esses dados estão organizados e acessíveis, as plataformas deixam de ser apenas intermediárias e passam a integrar o processo estratégico das empresas”, afirma.

Ao transformar cotações que antes levavam semanas em processos realizados em minutos, a Primebid se insere no movimento de modernização das compras B2B no Brasil. Para 2026, a empresa pretende ampliar o portfólio de serviços e aprofundar a atuação em diferentes segmentos corporativos, acompanhando a consolidação dos marketplaces de serviços empresariais no país.

Sobre a Primebid

A Primebid é um marketplace de serviços B2B que conecta pequenas e médias empresas a prestadores de serviços homologados, com selo de verificação de obrigações e compliance em dia. Fundada em 2019, a empresa já transacionou mais de R$ 50 milhões em serviços entre seus usuários